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Guil
Eu normalmente sou uma pessoa calma, introvertida até. Que me lembre, só uma ou duas vezes dei por mim a nutrir um ódio personal por alguém conhecido, mas mesmo assim por pouco tempo (por exemplo, havia a P. na Faculdade - houve uma altura em que praticamente lhe deixei de falar, ela irritava-me solenemente... Mas hoje somos amigos e gosto de lhe falar... :-) )

...Agora, ter de aturar todos os dias esta Valeria está a tornar-se difícil. É uma colega da equipa de projecto, uma italiana mais velha (35?...) que me começa a dar comichão nas pontas dos nervos.

Para já, nunca se cala. Mesmo que não tenha nada para dizer, insiste em dizê-lo. Fazem ideia de quão irritante é estarem a tentar ler alguma coisa e de repente, completamente a despropósito, ela virar-se e dizer «Carissimo Guil...» (não diz Guil, diz o meu nome, mas vocês perceberam... ;-) ) Nas primeiras vezes que ela fazia isso, eu ainda me virava e perguntava-lhe «si, Valeria?», mas não era nada, ela só se limita a dizer «Carissimo Guil» (ou «carissimo Francesco» ou «carissima Laura», que ela faz o mesmo aos outros...) e depois volta ao trabalho... Isto irrita taaaaaantooooooo!!!!!!

Depois, há a questão das repetições... Qualquer dúvida que ela tenha, pergunta, nós respondemos, ela volta a perguntar mais 3 vezes, nós voltamos a responder e ela ainda repete mais 2 vezes para confirmar. Passados 5 minutos, já não se lembra. Parece que simplesmente ignora o que lhe dizemos. Há dias, num restaurante, enquanto tentavamos escolher algo para almoçar, perguntou 8 ou 9 vezes o que queria dizer schinken. O Francesco, que estava sentado ao lado, já lhe respondia «prosciutto...»com um tom completamente enfastiado...

Peço desculpa, é raro eu queixar-me assim de alguém, costumo ser mais tolerante, mas estar a trabalhar num projecto fora, a ter de me concentrar no italiano, que percebo em geral mas não domino tão bem como o inglês, cansa-me. Se a pessoa que trabalha ao meu lado é deste tipo, torna-se complicado ter paciência. Resta-me ouvir música nos auscultadores com o volume no máximo.

Neste momento, está ela a discutir com o Francesco porque temos uma apresentação simples para fazer, um overview geral de processos, e ela anda a complicar tudo e a fazer um bicho de sete cabeças, a dizer que não faz sentido isto, que em vez desta apresentação deviamos era fazer um overview geral dos processos (que é precisamente o que nos pediram para fazer, mas vá-se lá tentar explicar-lhe isso... Eu já tentei e desisti...)... Mamma mia...



Uffff... Isto depois passa...

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mood: tired tired
a ouvir: Derek And The Dominos - Layla

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Parece impossível, mas eu desconhecia o trabalho deste fotógrafo...

daniel blaufuks

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mood: lazy lazy

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Há praticamente 4 anos atrás, a 27 de Outubro de 1997, escrevia eu assim num ficheiro de Word transformado em diário irregular (se acham que o facto de eu às vezes estar uma semana sem escrever nada no livejournal é demasiado, deviam ver esse ficheiro...):

«Já nem sei há quanto tempo não escrevo. Há demasiado, certamente. Dantes, sentava-me, pensava e logo me surgiam personagens, diálogos, histórias. Agora, limito-me a balbuciar meia dúzia de ideias que não enchem nem meio conto...»

Vem isto a propósito de ter começado anteontem uma nova história, no comboio, e desta vez não me parece ser um pequeno conto, mas algo maiorzinho e com um estilo que me é novo. Serão talvez as influências de todas estas leituras a vir ao de cima. Não sei se é bom ou mau - ainda estará talvez a meio (não sei bem o que falta, não conheço ainda a história, só quando a terminar...) e nem sequer revi o texto que já está escrito, está tudo na sua forma mais visceral... -, mas que interessa? Finalmente escrevo, posso recomeçar a interessar-me, a tentar desenvolver-me um pouco.

E afinal de contas, parece não ser necessário estar triste para conseguir escrever... :-)))

mood: amused amused
a ouvir: Trovante - Balada Das Sete Saias

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