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Guil - June 8th, 2009
"When The Curious Girl Realizes She Is Under Glass", Bright Eyes

Comecei a ouvir Bright Eyes em 2000, pouco depois da banda de Conor Oberst lançar Fevers And Mirrors, provavalmente o seu álbum que ainda prefiro. Foi acidente - na altura usava muito o Audiogalaxy, um misto de site e ferramenta peer-to-peer, bem melhor que o Napster da altura, e que era uma verdadeira mina para arranjar músicas (em 2000 não havia uma explosão tão grande de partilha de ficheiros como há hoje). Um dia, na página do site do Audiogalaxy que recomendava novas bandas, surgiu uma referência aos Bright Eyes e eu, curioso, ouvi uma das músicas que o site disponibilizava. Gostei tanto que tentei arranjar mais umas quantas - e gostei de todas as que arranjei na altura. De tal maneira que mandei vir todos os discos editados e a partir daí nunca mais os larguei.

Isto a propósito de When The Curious Girl Realizes She Is Under Glass, faixa número 7 (salvo erro... vai de memória!) de Fevers And Mirrors. É uma música bizarra. Piano e voz, muito som de fundo, como se Oberst tivesse deixado um gravador no meio de uma sala e se fosse sentar ao piano a tocar e a cantar, enquanto pessoas andavam pela casa, tossindo, fazendo barulho.

A melodia é lindíssima, Conor grita os versos naquele tom angustiado de quem se rasga todo por dentro que ele tinha por estas alturas (depois cresceu e passou-lhe esta neura juvenil, e se calhar é pena), a letra vacila entre imagens de felicidade e entes queridos ("Tomorrow when I wake up I’m finding my brother/And making him take me back down to the water/That lake where we sailed and laughed with our father", "I started this letter I’m going to send it to Ruba/It will be blessed by her eyes on the gulf coast of Florida/With her feet in the sand and one hand on her swimsuit/She will recite the prayer of my pen") e a angústia gritada dos refrões ("No matter how I may wish for a coffin so clean/Or these trees to undress all their leaves onto me", "But no matter what I would do in an attempt to replace/All the pills that I take trying to balance my brain"). É um desequilíbrio emocional, mas que não consigo deixar de ouvir, e de me arrepiar quando ouço - subo o som e fico a ouvir Oberst a berrar de forma frágil cá dentro.

Como raio é que alguém com 21 anos conseguiu escrever uma coisa tão forte e tão perfeita é ainda um mistério para mim.

(deixo um vídeo que encontrei no Youtube - bom, não é bem um vídeo porque a imagem é estática, mas a música está lá, é o que interessa)


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