Home
entradas amigos calendário info alter ego mais antigo mais antigo
perfil
Guil
User: [info]guil
Name: Guil
Website: alter ego
calendário
Back June 2009
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930
últimos posts
links
brunoespadana.com
photodogs
os cadernos de area
o quarto segredo da fátima
fotoblogs

blogs
1 pouco mouco
1001 albums
1001 flicks
1001 reads
a cidade vaga
a cozinha da joana
à sombra dos palmares
abrupto
aguasfurtadas
alec soth
alexandre soares silva
andorinha
babygrows
baggio geodésico
bandeira ao vento
black and white photography
blogouve-se (redacções em postais)
blografias com luz
blues por um interno
bunkerprojects
câmara corporativa
canhoto
causa nossa
ccc
cinco quartos de laranja
conscientious
cozinha com tomates
cronicasdaterra.com
da literatura
deFocused
diário do deus português
elvira's bistrot
emissão limitada
escola de lavores
esplanar
esquina da rua
estado civil
estrela cansada
foto.grafias
fotocafe
freakonomics blog
gadgetodilo
gord is dead
grumpy gamer
há vida em markl
indústrias culturais
irreal tv
is this april?
joaoluc
journal
journal of a photographer
juramento sem bandeira
la maison de mon rêve
lâmpada azul
lensculture weblog
linha.de.conta
lua
margens de erro
murcon
mytymyky's photography blog
não tenho vida para isto
nego tudo
nelson d'aires
noite americana
nouvelle cuisine
o avental do gourmet
o dez
o manancial da noite
orbit 1
os canhões de navarone
outafocus
parar para Viajar
pela lente
pianojazz
postsecret
retorta
rita carmo | fotografia
sobre fotografia
sonoridade crítica
sound + vision
takaaki okada: photographs.
the dilbert blog
the man who wanted to be bruce chatwin
toponímia galego-portuguesa e brasileira
tristes tópicos
uma por rolo
unphotographable
viagens
wonderer photography
a ouvir
Últimas ouvidas:


leituras


tags
Guil
Add to Memories
Tell a Friend
"Exit Music (For A Film)", Radiohead

É difícil escolher, mas para mim esta é a melhor música do melhor álbum dos Radiohead, OK Computer. Composta para o genérico final do filme Romeo + Juliet (daí o seu título), é uma canção perfeita.

Começa simples, só com acordes numa guitarra acústica e a voz frágil de Thom Yorke ("Wake from your sleep..."). São os preparativos para a fuga dos dois amantes (não necessariamente Romeu e Julieta). A canção continua mais algum tempo assim, lenta, quase asfixiante, até chegar o frio cantado por Yorke - que é geralmente quando começo a arrepiar-me - que pede: "Sing us a song/ A song to keep us warm/ There's such a chill/ Such a chill".

Finalmente, vem o grito de revolta, com um baixo carregado de fuzz a rasgar a música, num crescendo brutal até ao momento em que Yorke sobe a voz para gritar "We hope your rules and wisdom choke you". O que se segue, a última estrofe da canção, "And now we are one/ In everlasting peace/ We hope that you choke/ That you choke" é indescritível. Não consigo não me arrepiar com isto. É perfeito, é a canção perfeita. A minha preferida de OK Computer - e, muito provavelmente, dos Radiohead.


Aqui fica a música, mais uma vez graças ao YouTube:




Tags:

Add to Memories
Tell a Friend
"When The Curious Girl Realizes She Is Under Glass", Bright Eyes

Comecei a ouvir Bright Eyes em 2000, pouco depois da banda de Conor Oberst lançar Fevers And Mirrors, provavalmente o seu álbum que ainda prefiro. Foi acidente - na altura usava muito o Audiogalaxy, um misto de site e ferramenta peer-to-peer, bem melhor que o Napster da altura, e que era uma verdadeira mina para arranjar músicas (em 2000 não havia uma explosão tão grande de partilha de ficheiros como há hoje). Um dia, na página do site do Audiogalaxy que recomendava novas bandas, surgiu uma referência aos Bright Eyes e eu, curioso, ouvi uma das músicas que o site disponibilizava. Gostei tanto que tentei arranjar mais umas quantas - e gostei de todas as que arranjei na altura. De tal maneira que mandei vir todos os discos editados e a partir daí nunca mais os larguei.

Isto a propósito de When The Curious Girl Realizes She Is Under Glass, faixa número 7 (salvo erro... vai de memória!) de Fevers And Mirrors. É uma música bizarra. Piano e voz, muito som de fundo, como se Oberst tivesse deixado um gravador no meio de uma sala e se fosse sentar ao piano a tocar e a cantar, enquanto pessoas andavam pela casa, tossindo, fazendo barulho.

A melodia é lindíssima, Conor grita os versos naquele tom angustiado de quem se rasga todo por dentro que ele tinha por estas alturas (depois cresceu e passou-lhe esta neura juvenil, e se calhar é pena), a letra vacila entre imagens de felicidade e entes queridos ("Tomorrow when I wake up I’m finding my brother/And making him take me back down to the water/That lake where we sailed and laughed with our father", "I started this letter I’m going to send it to Ruba/It will be blessed by her eyes on the gulf coast of Florida/With her feet in the sand and one hand on her swimsuit/She will recite the prayer of my pen") e a angústia gritada dos refrões ("No matter how I may wish for a coffin so clean/Or these trees to undress all their leaves onto me", "But no matter what I would do in an attempt to replace/All the pills that I take trying to balance my brain"). É um desequilíbrio emocional, mas que não consigo deixar de ouvir, e de me arrepiar quando ouço - subo o som e fico a ouvir Oberst a berrar de forma frágil cá dentro.

Como raio é que alguém com 21 anos conseguiu escrever uma coisa tão forte e tão perfeita é ainda um mistério para mim.

(deixo um vídeo que encontrei no Youtube - bom, não é bem um vídeo porque a imagem é estática, mas a música está lá, é o que interessa)


Tags:
mood: okay

Add to Memories
Tell a Friend
Add to Memories
Tell a Friend
Hoje à noite regressa ao S.Jorge o rapaz do assobio mágico :)


Andrew Bird (born July 11, 1973) is an American musician, songwriter, and multi-instrumentalist. He was born in Chicago and currently splits his time between Chicago and a farm near the town of Elizabeth in northwest Illinois. He is musically proficient at the violin, whistling, guitar, mandolin, and glockenspiel.
(http://en.wikipedia.org/wiki/Andrew_bird).

Tags:
mood: excited
a ouvir: andrew bird - nomenclature

Add to Memories
Tell a Friend
... a TVI já tem o vídeo completo do que se passou ontem. Vale bem a pena ver a meia hora completa para ver como o "jornalismo" de sexta à noite é desmontado por Marinho Pinto.


Add to Memories
Tell a Friend
A qualidade da imagem não é a melhor, mas ouve-se tudo, e já dá para ver o que se passou enquanto a TVI não coloca online o jornal completo. Isto foi já depois de Manuela Moura Guedes ter chamado bufo a Marinho Pinto por denunciar o que está mal na justiça...


Add to Memories
Tell a Friend
Pela primeira vez bati palmas à televisão. Estava a fazer zapping quando dou com Marinho Pinto a ser 'entrevistado' por Manuela Moura Guedes, em directo, na TVI. E finalmente vejo alguém a dizer umas boas verdades à "jornalista". Nunca vi nada assim. Marinho Pinto disse-lhe tudo, que não tem legitimidade para falar da justiça, que devia ter vergonha, que quem a põe a apresentar o telejornal devia ter vergonha, que viola constantemente o código deontológico dos jornalistas, que provavelmente nem sabe o que isso é...

Foi uma coisa que já por muitas vezes lhe deviam ter dito na cara - aquele telejornal é uma vergonha. Aplaudi Marinho Pinto. Espero que a TVI disponibilize o vídeo disto, é uma coisa para guardar e ver muitas vezes!

mood: surprised

Add to Memories
Tell a Friend
Estou aqui bastante satisfeito a ouvir o álbum "Chant Darling" do neozelandês James Milne, que assina os seus discos com o nome Lawrence Arabia.

Ouvi este senhor pela primeira vez na primeira parte do concerto da Feist na Aula Magna, no ano passado. Cheguei ao final da actuação dele a pensar que a Feist podia até nem aparecer, que o bilhete já teria valido a pena (felizmente ela apareceu, e muito bem - o bilhete valeu por dois!). No intervalo fui a correr comprar o CD do senhor Arabia (este, de 2006) e ainda consegui que mo assinassem. No entanto, quando o ouvi, fiquei algo... enfim, decepcionado. Não era bem o que tínhamos ouvido - os arranjos eram diferentes, e o disco no geral, tirando uma ou outra música, pareceu-me muito sensaborão.

Quando comecei a ouvir falar de um novo álbum de Milner, fiquei curioso. A primeira canção que ouvi foi The Beautiful Young Crew, e finalmente pareceu-me reencontrar o mesmo Lawrence Arabia que tinha ouvido naquela noite. A canção é muito bonita e uma das que mais ouvirei por estes tempos mais próximos, parece-me.

Quanto ao resto do disco, está lá tudo. Tenho a sensação que provavelmente teremos ouvido várias músicas deste novo álbum no ano passado, e não tantas do álbum anterior. Pelo menos este lembra-me muito mais a Aula Magna. Vale a pena tentarem encontrá-lo e darem-lhe uma ouvidela ou duas!

O myspace de Lawrence Arabia - e abaixo, The Beautiful Young Crew, ao vivo em Amsterdão:



Tags:
mood: cold
a ouvir: lawrence arabia - the beautiful young crew

Add to Memories
Tell a Friend
The Rest is Noise: Listening to the Twentieth Century: este livro, do crítico musical americano Alex Ross, não só é uma leitura bastante viciante, como - e principalmente - me está a fazer finalmente ouvir com atenção música clássica. Só li um capítulo e já estou seriamente fascinado com a Salome de Strauss e a descobrir com um muito interesse a obra de Mahler.

Recomendo o livro a toda a gente, mesmo quem não conheça nada do que se fez na música clássica do século passado (o que é praticamente o meu caso...). A leitura é apaixonante - e ajuda a ouvir com os ouvidos bem mais abertos...

Tags: ,
mood: happy
a ouvir: Mahler - 1st Symphony (Leonard Bernstein)

Add to Memories
Tell a Friend
As duas versões que Leonard Cohen gravou da sua canção Hallelujah (em estúdio, no álbum de 1984 Various Positions, e ao vivo, numa gravação de 1988 incluída em Cohen Live, de 1994) nunca conseguiram ir muito além do círculo de admiradores da sua obra. Foram precisas as versões, primeiro de John Cale, e depois de Jeff Buckley (e mais de 180 de outros intérpretes, segundo a Wikipedia), para que a canção se tornasse um sucesso global.

Ainda assim, caso dúvidas houvesse, basta pegar no Live In London que Cohen lançou há dias e que regista o concerto de Londres da digressão que o fez regressar aos palcos depois de um interregno de quase 15 anos, para perceber de quem é realmente a canção. A entrega de Cohen é arrepiante (literalmente: não sou capaz de evitar arrepiar-me, tal como em Algés, em Julho passado), e faz-nos perceber que nenhuma outra voz como aquela - rouca, grave, com o peso de toda uma vida em cima -  é capaz de nos entregar um 'cold and very broken hallelujah' assim tão forte.

Tags: